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Jogo africano Kalah transforma o ensino da Matemática em escola de Aracruz

Na última terça-feira (1), a Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Eurípedes Nunes Loureiro, em Itaputera, sediou uma formação especial para seus professores. O foco do encontro foi o uso do jogo africano Kalah como uma nova ferramenta pedagógica.

A iniciativa busca fortalecer a Educação das Relações Étnico-Raciais, unindo o ensino da Matemática à valorização da cultura africana. A ação também atende de forma prática às diretrizes da Lei nº 10.639/2003, que torna obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira nas escolas.

A coordenadora das ações de equidade do município, Daniela Reis de Jesus Rossoni, mediou o momento. Ela explicou aos docentes a história do jogo de matriz africana, mostrando como ele pode promover aprendizagens mais significativas no dia a dia dos alunos.

Durante a oficina, os professores aprenderam a usar o tabuleiro e as sementes para desenvolver o cálculo mental. As jogadas permitem trabalhar operações básicas da matemática, como adição, subtração e multiplicação, de uma maneira visual e concreta.

Um exemplo prático ensinado foi o cálculo inicial para a montagem do jogo: os alunos precisam multiplicar 12 covas por 4 sementes, totalizando 48. A partir daí, cada movimento das peças gera uma nova situação-problema que estimula o raciocínio lógico da turma.

A diretora da escola, Bianca Tristão Pereira, elogiou a vivência e o impacto da ação. Ela destacou que a prática lúdica favorece a aprendizagem dos números, ao mesmo tempo em que promove o respeito à diversidade cultural e a equidade social.